Enquanto deputados federais petistas querem assumir o sobrenome “Lula” como forma de protesto pela prisão do ex-presidente, um vereador de Porto Alegre decidiu adotar o sobrenome “Lava Jato”. A iniciativa é de Felipe Camozzato, do partido Novo. “Quem merece ser homenageada é a Operação Lava Jato. É ela quem tem que ser apoiada até para que as investigações não fiquem restritas. Existem outros políticos que precisam ser investigados”, disse Camozzato a VEJA.

O nome do vereador já apareceu modificado no painel na sessão desta quarta-feira e também na transmissão pela TV Câmara local. O nome pode retornar ao normal assim que o vereador solicitar. Ele ressalta que é um protesto com “custo zero”. “O papel de um parlamentar é representar as ideias da fatia da população que o elegeu perante o Legislativo, votando e fazendo a defesa das convicções e ideias em que acredito”, acrescentou.

No primeiro mandato, Felipe Camozzato (Novo) foi eleito em 2016 como o quinto mais votado na Câmara de Vereadores da capital gaúcha. Pós-graduado pela Georgetown University, ele participou dos protestos contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) promovidos pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e integrou a Banda Loka Liberal, um grupo que anima protestos com músicas antipetistas.

Para as eleições presidenciais de 2018, Camozzato apoia o candidato do seu partido, João Amoêdo. “É um cenário muito aberto, muita água vai rolar. Será uma eleição de grandes surpresas com espaço para ideias novas. É uma oportunidade para um outsider“, disse à reportagem.

Para ele, a principal diferença entre os candidatos João Amoêdo (Novo) e Flávio Rocha (PRB), ambos liberais, é que Amôedo pertence a um partido fundado por voluntários de fora da política, não fará alianças políticas por interesse e não usará recurso público do fundo partidário para a sua campanha. Segundo ele, Rocha não se comprometeu em não usar verba pública na campanha, por exmemplo. “O Flávio Rocha já mostrou que nada disso é importante”, avaliou.

Solicitação de mudança do nome parlamentar (Fabrício Lunardi/Divulgação).

 

Fonte:  Veja.

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