O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou o Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, no ABC paulista, neste sábado, 7, para se entregar à Polícia Federal e cumprir o pedido de prisão expedido pelo juiz federal Sergio Moro na última quinta-feira, 5. Neste momento, ele está se dirigindo ao aeroporto de Congonhas

Pouco antes, os manifestantes tinham impedido sua saída da sede sindical. Por volta das 17h, ele entrou no carro com seu advogado, Cristiano Zanin Martins, mas foi bloqueado de sair pela militância à frente do portão.

Mais tarde, ele foi a pé para evitar novo impedimento, entrou em outro carro que estava fora do sindicato e foi em comboio da polícia. Teve muito empurra-empurra para barrar sua saída do ex-presidente. Houve gritos para que ele não se entregasse.

Tecnicamente, o ex-presidente já está preso, por estar sob custódia da PF, cujos agentes foram buscá-lo na sede do sindicato, onde Lula se encontrava desde quinta. De São Paulo, o ex-presidente deve seguir para Curitiba.

João Paulo, da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), pediu que a militância não “entrasse em provocação” e buscasse “manter a concentração”. Referindo-se à presença de agentes das forças de segurança em meio à multidão, o representante do MST ressaltou:  “Nós estamos em uma negociação séria com a nossa militância, é difícil, mas nós nao vamos topar qualquer tipo de repressão contra o nosso povo”, afirmou. “Estamos em uma luta democrática”.

Integrantes do PT se revezaram nos apelos à multidão para garantir a saída de Lula do sindicato. Manifestantes gritavam palavras de ordem e frases de incentivo para o ex-presidente.

Antes, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que a Polícia Federal havia concedido o tempo de 30 minutos para que o presidente se apresentasse.

 

 

Fonte: A Tarde Online.

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