O governador do Estado de São Paulo, João Doria, afirmou que foi o médico infectologista David Uip quem sugeriu ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que distribuísse a hidroxicloroquina na rede pública do país.

A declaração foi feita no no início da tarde desta terça-feira (8) durante coletiva de imprensa e, deste modo, Doria tenta atribuir ao governo os créditos pela indicação de uso da cloroquina no combate ao vírus chinês.

Até o momento, o Ministério da Saúde trata o uso do medicamento com “cautela” alegando a falta de estudos suficientes que comprovem a sua real eficácia do medicamento.

“Foi o médico infectologista David Uip que recomendou ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que distribuísse o medicamento na rede pública do país”, afirmou o governador.

Vale lembrar que em 21 de março, o presidente Jair Bolsonaro já anunciava que os laboratórios do exército brasileiro ampliariam a produção de cloroquina para que o medicamento fosse usado no combate à Covid-19.

A notícia gerou repercussão majoritariamente negativa e o presidente era acusado de indicar um medicamento que não tinha eficácia comprovada.

Atualmente, o medicamento tem sido utilizado no tratamento de médicos, prefeitos, secretários de cidades que foram infectados. Todos parecem apresentar rápida melhora após o uso da cloroquina.

A dúvida que em momento algum é sanada em meio a tantas coletivas e entrevistas na imprensa é se para pacientes comuns, que estão em estado grave, o medicamento também está sendo oferecido, já que, segundo os dados do próprio Governo de São Paulo, já são 667 mortes pelo vírus chinês, sendo 114 em apenas em um dia, como ontem.

 

Fonte: Terça Livre.

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