A CPI do Centro de Convenções, na Assembleia Legislativa, que vai investigar a responsabilidade sobre o desabamento de parte da estrutura física do equipamento, em setembro de 2016, terá integrantes indicados até quarta-feira, 5, e já pode ser instalada a partir da quinta, 6, disse o presidente da Casa, Ângelo Coronel (PSD). O governador Rui Costa (PT) minimizou o fato nesta segunda, 3, ao dizer que considera a CPI “irrelevante”. Para o governo, trata-se de “fato político”.

Devem ser investigadas as execuções financeira e física das obras de recuperação do equipamento, realizadas pela Metro Engenharia e Consultoria Ltda que recebeu, só em 2016, mais de R$ 5,6 milhões. A Metro foi contratada pela Secretaria de Administração do governo do estado, por dispensa emergencial de licitação, para “obras de recuperação parcial da estrutura e reforma das escadas de emergência do Centro de Convenções da Bahia”, de acordo com dados oficiais do site Transparência Bahia.

A CPI será composta por quatro governistas, três oposicionistas e um da ala independente (PSL). Na primeira sessão serão indicados presidente e relator. O prazo para finalização dos trabalhos é de 180 dias, prorrogáveis por igual período. Se comprovada irregularidade, encaminha-se o resultado ao Ministério Público.

12 anos

Na época do contrato, quem estava à frente da Secretaria de Turismo era o deputado federal Nelson Pellegrino (PT). Se for seguido à risca o texto do pedido da oposição, a CPI vai apurar, ainda, a responsabilidade pela manutenção do Centro nos últimos 12 anos – o que pega governos de Rui, Jaques Wagner (PT), hoje secretário de estado, e Paulo Souto (DEM), secretário da Fazenda do Município de Salvador.

Segundo o requerimento da oposição houve “abandono do Governo do Estado da Bahia nos últimos 12 ( doze) anos, que deixou de prestar a devida manutenção a estrutura física”. Já tem deputado governista dizendo pelos corredores da Casa que a oposição equivocou-se ao fazer as contas do período a ser investigado, visto que pega parte do mandato de Paulo Souto.

O Centro de Convenções estava fechado desde 2015, após problemas que levaram ao cancelamento de um congresso da área médica. Quase um ano após o governo começou a intervenção com a Metro e, ainda assim, ocorreu o acidente.

Se somadas todas as outras obras realizadas para o estado (secretarias de Saúde, Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura Hídrica) no mesmo exercício, a Metro recebeu mais de R$ 23 milhões em 2016. Em 2015 , a empresa recebeu R$ 44 milhões. A Metro também presta serviço para o município de Salvador.

 

Fonte: A Tarde.

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