As queimadas na Amazônia Legal foram discutidas nesta quarta-feira (28) entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente do Chile, Sebastián Piñera, no Palácio da Alvorada.

O presidente chileno veio ao Brasil após participar como convidado da reunião dos países do G7, que discutiu as queimadas na região amazônica.  Bolsonaro disse que Piñera levou a posição do Brasil para o encontro realizado em Biarritz, na França. O G7 é formado por Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Reino Unido, Canadá e Itália – países mais industrializados do mundo.

“O que mais queremos é restabelecer a verdade sobre o que está acontecendo na Amazônia”, disse o presidente Jair Bolsonaro.

Piñera afirmou que muitos países querem colaborar com a preservação da Amazônia e que isso deve ser feito respeitando a soberania do Brasil. “Os países amazônicos, que são nove, entre os quais o mais importante em tamanho é o Brasil, que tem a soberania sobre a Amazônia. Isso há que se reconhecer sempre. Portanto, são eles os principais interessados e responsáveis em proteger e cuidar das florestas e da biodiversidade”, defendeu.

Reunião entre países

Bolsonaro e Piñera anunciaram que no dia seis de setembro os mandatários de países com território amazônico farão uma reunião para discutir uma política única de preservação do meio ambiente. O encontro deve ocorrer na cidade de Letícia, na Colômbia.

“Qualquer ajuda, como disse o Piñera, de forma bilateral, podemos aceitar. Até porque, no futuro, poderemos também ajudar um outro país que tenha um problema semelhante”.”, disse Bolsonaro.

O presidente ainda informou que aceitou a oferta do Chile de ceder quatro aeronaves para apoiar o combate aos focos de incêndio na região amazônica.

Declaração Conjunta

Após o encontro entre Bolsonaro e Piñera, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma declaração conjunta informando que os presidentes afirmaram a opinião comum de que os desafios ambientais devem ser tratados respeitando à soberania nacional.

“Os presidentes afirmaram sua opinião comum de que os desafios ambientais devem ser tratados respeitando a soberania nacional e ressaltaram a importância de implementar os mecanismos multilaterais existentes. Afirmaram que é valioso e importante buscar também formas de cooperação bilateral e apoio financeiro internacional para contribuir no combate aos incêndios e na proteção das florestas tropicais da Amazônia, compatíveis com as políticas nacionais e complementares aos mecanismos multilaterais. Reiteraram o direito ao desenvolvimento sustentável dos países e o direito de cada país ao uso racional e sustentável de seus recursos naturais, em harmonia com suas obrigações ambientais e com as necessidades de seus cidadãos, incluindo suas populações indígenas. Enfatizaram que as questões ambientais devem ser abordadas com base em conhecimento e evidência científica”.

 

Fonte: www.gov.br

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