A Bahia tem 10 barragens com estrutura comprometida e risco de ruptura. Os dados são do relatório da Agência Nacional de Águas (ANA), considerando dados de 2017, e foi divulgado nesta segunda-feira (19) pelo jornal Folha de S.Paulo. Ao todo, o estado tem 426 barragens cadastradas.

O número de barragens vulneráveis no país subiu, em um ano, de 25 para 45. A Bahia é o estado com o maior número (10), seguido por Alagoas (6) e Minas Gerais (5).

O balanço da ANA é o segundo produzido após o maior desastre ambiental da história recente do país, quando o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), sob responsabilidade da mineradora Samarco, provocou a morte de 19 pessoas e poluiu o rio Doce, em novembro de 2015.

Na Bahia, as estruturas com risco são: Afligidos (em São Gonçalo dos Campos), Apertado (Mucugê), Araci (na cidade de mesmo nome), Cipó (Mirante), Luiz Vieira (Rio de Contas), RS1 e RS2, em Camaçari, Tabua II (Ibiassucê), Zabumbão (Paramirim) e Pinhões (Juazeiro/Curaçá).

As unidades foram destacadas pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (Inema) – órgão fiscalizador que identificou, a pedido da ANA, as barragens mais preocupantes, ou seja, com algum comprometimento estrutural importante que impactasse a sua segurança.

A fiscalização constatou que, na barragem em Camaçari, mantida pela distribuidora de água de Camaçari (DAC/Cetrel), havia árvores e formigueiros comprometendo o equipamento.

Na barragem de Afligidos, pertencente à Companhia de Engenharia e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb-BA), foram encontrados fissuras na crista, desplacamento da superfície, infiltração, além de presença de vegetação. Na de Apertado, também da Cerb, havia infiltrações, erosões e fissuras.

Confira a seguir a situação das 45 barragens em risco no país:

Fonte: Correio da Bahia

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