A Câmara Municipal de Itapetinga realizou, nesta terça-feira, 25, audiência pública para
discutir a construção da barragem do Rio Catolé e seus impactos socioambientais,
principalmente, para os municípios que se localizam abaixo da construção – Itapetinga, Caatiba
e Itambé.
O projeto, criado com a finalidade de garantir sustentabilidade hídrica para Vitória da
Conquista, Belo Campo, Planalto e Barra do Choça vem causando preocupação aos
itapetinguenses. Buscando dirimir dúvidas da população, os técnicos da Embasa foram
convidados a apresentarem o projeto e explicarem os estudos de viabilidade.
Após as apresentações técnicas, a palavra foi franqueada à mesa e ao público que encheu o
auditório Ulisses Guimarães. Em sua fala, o prefeito Rodrigo Hagge disse que, após eleito,
visitou municípios da região para conhecer os mais diversos sistemas de abastecimento da
região. “Felizmente, Itapetinga ainda não sofre com racionamento de água, mas tendo 97% da
população vivendo em área urbana, se o problema hídrico se acirra, teremos impactos
terríveis. Por isso nossa preocupação com a construção da barragem. Precisamos de dados
concretos que garantam que não faltará água em nossa cidade. Ou isso, ou estamos dispostos
a mobilizar ações populares que inviabilizem ou modifiquem o projeto. Precisamos dar
segurança ao nosso povo”, falou o prefeito ao pedir mais informações sobre ações que
diminuam os possíveis impactos sociais e sobre a vazão ecológica que deve ser garantida para
a região.
Também presente na reunião, o prefeito de Itambé, Eduardo Gama, afirmou que sabe da
importância da barragem para Vitória da Conquista, mas pede que sejam estudadas
compensações para os municípios que não serão beneficiados por ela. “Itapetinga capta água
exclusivamente do rio. Itambé também tinha sua captação no Rio Pardo, mas o Pardo secou.
Vimos o rio se acabar aos poucos sem que nada fosse feito. Hoje estamos vendo o Catolé
acabando e precisamos realizar ações efetivas para evitar impactos”, afirmou Eduardo.
Vereadores e população também demonstraram preocupação com as consequências que a
construção da barragem pode trazer para nossa cidade. A professora doutora Nelma Gusmão
mostrou sua indignação frente ao descaso da empresa com os impactos ambientais e sociais
que a obra pode trazer, questionou sobre vazão, qualidade da água, população ribeirinha e
riscos de racionamento. Exigiu postura efetiva da Embasa e parabenizou o prefeito Rodrigo
Hagge por sua preocupação e determinação em mobilizar-se em prol da segurança hídrica do
nosso município.
Sem se preocupar com as consequências da obra milionária, o Governo do Estado vem
impondo a todos a construção de uma barragem que pode prejudicar o futuro do nosso
município. Muito ainda precisa ser discutido e cobrado. A Prefeitura de Itapetinga estará
sempre na luta pela defesa dos interesses de seu povo.

Fonte: Ascom PMI.

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